
Eu toquei a nota e o silêncio da música,
Já vi a tinta, mas esta borrou em meus dedos.
Conheci o grafite e também o carvão.
Mas era desafino para os ouvidos outros.
E acabei no rabisco, na palavra mal feita
E me conformo com o que sei fazer
Pois faço através e para os outros,
Para olhos distantes, e presentes,
Para o conhecido e o sem nome.
E eu não aprendi a usar a borracha
Meus erros e acertos ficaram registrados
Da letra A ao Z. E agora, quem for conviva
Quem se alegrar ou padecer, que se sirva.
Está aí, aquilo que se perdeu
Nas cordas vocais e que se achou
Por entre a dobra dos dedos.
Feito qualquer sumo que se produziu
E que escorreu pela pele.
Imagem: Google. Autor desconhecido.




